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Juiz nega pedido do MPF para o judiciário fiscalizar excesso de peso em rodovias

O judiciário não tem competência para fiscalizar as rodovias, pois essa é uma atribuição legalmente conferida ao poder Executivo. Com esse entendimento, o juiz federal Claudio Cezar Cavalcantes, da 1ª Vara caminhões que trafegam com excesso de peso.

O MPF queria que a justiça proibisse a empresa de roda com os caminhões e que ela pagasse danos morais coletivos. Para isso, apresentou uma tabela da Policia Rodoviária Federal mostrando as irregularidades constatadas.

A empresa alegou que o MPF não tem competência para lidar com a situação e que a conduta ilegal que eles alegam que ocorreu já é tipificada no código de trânsito Brasileiro e tem sanção prevista.

O juiz federal concordou com argumento da falta de competência do MPF no caso. Ressaltou que a fiscalização compete aos órgãos e entidades da união, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

“Não pode o judiciário exercer fiscalização de atividade cuja atribuição foi legalmente conferida ao poder legitimados, sob pena de afronta ao principio da separação das funções estatais”, afirma na decisão.

A empresa foi defendida pelo advogado Ulisses Sousa. Segundo ele, o código de trânsito Brasileiro já prevê como infração o veículo transitar com excesso de peso.

“Se já existe uma determinação legal de não fazer – como a fixação de pena para a infração-, não pode o judiciário adentrara em matéria de competência do legislativo. É vedado ao juiz atuar em substituição ao legislador”, diz.

FONTE: Consultor Jurídico

Contran suspende a circulação de super rodotrens em todo o país

O conselho Nacional de trânsito ( CONTRAN) publicou no diário oficial da união (DOU) da última quinta feiras (6), a deliberação n°172, que suspende de forma temporária as resoluções n°640/2016 e n°663/2017, que autorizaram e regulamentaram a circulação de super rodotrens em todo o país, respectivamente.

A suspensão temporária das resoluções foi determinada pelo Juiz Federal Victório Giuzio Neto, do tribunal regional federal da 3ª região, com base no processo de n°01014.000460/2018-89, movido pela associação Brasileira de Concessionarias de Rodovias (ABCR).

Na ação, a entidade que representa 59 empresa responsáveis por rodovias privatizadas no país alega que o aumento do peso bruto total combinado (PBTC) de 74 toneladas para 91 toneladas traz como impacto negativos, a redução das velocidades máxima e mínima, dificuldade para a realização de ultrapassagens, redução da manobrabilidade dos veículos,  aumento da distancia necessária para frenagem e aceleração, risco de colapso de obras de arte especiais (pontes e viadutos) e risco de colapso e desgaste prematuro da pavimentação.

A ABCR ainda classifica como incompletos e inconsistentes os estudos promovidos pelo Contran. Segundo a entidade, os mesmo não resguardaram o direito ao trânsito seguro e não levaram em consideração os fatores que interferem nas condições de trafego das rodovias.

Com a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ªRegião, volta a prevalecer a redação inicial da resolução N211/2006, que autoriza apenas a circulação de combinações de veículos de carga com PBTC de até 74toneladas. Ou seja, a circulação dos super rodotrens, com 11 eixos e PBTC de 91 toneladas estará suspensa até o fim do julgamento do processo.

 

Palavra do especialista:
Em conversa com o portal Caminhões e Carretas, o Engenheiro Rubem Penteado Melo, destacou que desde a publicação da primeira resolução que autorizou o super rodotrem, muitos foram contra a decisão, mas sem uma analise correta.
“Muitos acham que os 11 eixos foram liberados para mais carga. E não é verdade. Os 11 eixos levarão a mesma carga com mais eixos. Ou seja, com mais estabilidade e capacidade de frenagem. Note que o conjunto atual ( com 9 eixos) tem 2,6 m de largura, 4,4m de altura e 30 metros de comprimento. O super rodotrem tem exatamente as mesmas dimensões (2,6×4,4×30). Ou seja: A carga transportada é a mesma ( a cana transportada é a mesma) e o conjunto tem mais eixos.”

Durante a conversa, o engenheiro ainda destacou a importância do super rodotrem, especialmente para o segmento sucroalcooleiro. “Ele veio justamente para resolver problemas de excesso de peso em um setor fundamental para o pais: Energia”, completou Melo.

 

TEXTO: Lucas Duarte

Fonte: Caminhões e Carretas

Entidades negam possibilidade de nova greve de caminhoneiros

Após milhares de especulações, inúmeros áudios e textos divulgados em redes sociais e aplicativos de troca de mensagem e filas quilométricas em postos de combustíveis em todo o país, entidades ligadas ao transporte rodoviário de cargas voltaram a negar a possibilidade uma nova greve nacional de caminhoneiros.

Apesar de inúmeros motivos para uma nova mobilização, como por exemplo, aumento expressivo do óleo diesel na última sexta-feira (31) e descumprimento reiterado do tabelamento do frete atrelado a uma ausência constante de fiscalização por parte da agência nacional de transportes terrestres (ANTT), as entidades afirmam que neste momento o dialogo, as negociações e cobranças devem prevalecer neste momento e que uma nova paralisação não é o melhor caminho.

“Quem diz que vai haver uma outra greve definitivamente não quer o bem do setor”, afirmou Claudinei Pelegrini, presidente da Fecam (federação dos caminhoneiros Autônomos do estado de São Paulo), em entrevista ao portal R7

“São áudios de intervencionistas. Nós não discutimos mais com o governo Temer, que está terminando. Se houver qualquer debate, será com o próximo presidente” diz” O que nós não podemos aceitar é que, num momento importante como este, em que observamos verdadeiras mudanças no setor do transporte de carga, pessoas alheias á nossa área usem os caminhoneiros como massa de manobra para pressionar os políticos”, completou o presidente da Fecam.

Também em conversa com o portal R7, o presidente da Fenacat (Federação Nacional das Associações de um Caminhoneiro e transportadores), Luiz Carlos Neves, concordou que a possibilidade de greve é remota: “Eu também recebi esses arquivos, mas não existe nada concreto. Há discordância dentro da categoria e eu não acho que seja o momento de parar. O Temer sancionou as leis em relação aquilo que foi reivindicado”.

Já a associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM) se pronunciou por meio de nota e afirmou que não apoia uma eventual nova paralisação e acrescenta que não há indicativo de nova greve por parte dos caminhoneiros.

De acordo com o presidente da Confederação Nacional dos transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, não há chance de paralisação entre os associados da entidade. Em declaração ao G1, o presidente da entidade, afirmou ainda que nenhuma entidade sindical que coordenou e participou do movimento anterior está se organizando para uma paralisação.

Diante disso, a CNTA e a Abcam reiteram desconhecer uma entidade cujo nome aparece em imagem que circulam nas redes sociais. Nessa imagem, a União dos caminhoneiros do Brasil (UDC) anuncia paralisação em até 10 dias, contatos a partir de 30 de agosto.

Em Minas Gerais, o Sindicato dos transportadores Autônomos de Carga do estado classificou a ameaça de nova greve de boato, em conversa com o Jornal Estado de Minas.

“Até onde eu sei isso tudo é boato, ninguém do nosso grupo está organizado qualquer tipo de greve. Também estou recebendo esse tipo de noticia, mas, para mim elas são falsas” ressaltou o presidente do Sindicato dos transportadores Autônomos de Cargas de Minas Gerais, Antônio Vander Silva Reis.
Segundo ele, a Federação dos Caminhoneiros a federação também não está envolvida. “ Toda a situação está sendo negociada com o governo, agora basta a ANTT soltar a nova tabela de frete corrigida, então não vejo motivo para greve até que saia essa tabela para alguém fazer isso”, concluiu.

Texto: Lucas Duarte
Fonte: Blog Caminhões e Carretas

Duas novas Leis do acordo com caminhoneiros são sancionadas

Foram sancionadas pela Presidência da República duas leis que fizeram parte do acordo para pôr fim á greve dos caminhoneiros em maio. Uma (Lei 13.711) garante a isenção do pedágio para o eixo suspenso de caminhão em todas as rodovias do território nacional. A outra (Lei 13.713) determina à Companhia Nacional de abastecimento (CONAB) que contrate um mínimo de 30% dos serviços de transporte de grãos com cooperativas e associações de transportadores autônomos.

A isenção do pedágio estava sendo aplicada apenas em rodovias federais porque os estados interpretavam que a lei do caminhoneiro (Lei 13.103/15) não abrangia as rodovias federais. O presidente do congresso, senador Eunício Oliveira, disse que a mudança era uma questão de justiça: “não era justo que um caminhoneiro voltando vazio, com o terceiro eixo levantado e, portanto, sem tocar o solo, sem usar a estrada, pagasse pedágio por esse eixo”

Cada demais veículos deve ser a última alternativa, segundo a lei sancionada. A circulação de caminhão com eixo indevidamente suspenso será considerada infração grave.

Para o deputado Bohn Gass (PT-RS), as medidas para beneficiar os caminhoneiros podem não ter o efeito esperando devido á alta dos combustíveis. “Só vamos resolver a situação dos caminhoneiros se o governo mudar a lógica do cálculo do preço do combustível. O preço é ruim para os caminhoneiros porque está nivelado internacionalmente, dolarizado e caro”.

 

Conab

Sobre a contratação de serviços de transporte pela Conab, a lei estipula um percentual mínimo de contratos de 30% para os autônomos. O texto determina ainda que o preço contratado não deverá ser maior que o praticado nas tabelas referenciais utilizadas pela Conab e permite á companhia contratar de outra forma se a oferta de serviço de transporte de cargas por essas entidades não for suficiente para suprir sua demanda.

 

Fonte: Agência da Câmara

Comissão aprova mudança de idade para renovação de CNH a cada três anos!

A comissão de viação e transporte da Câmara dos deputados aprovou quarta-feira (08) o projeto de lei 8216/17, que aumenta de 65 para 70 anos a idade a partir da qual se torna obrigatória a renovação a cada três anos do exame de aptidão física e mental necessário á habilitação. Apresentado pelo deputado Simão Sessim (PP-RJ), o projeto altera o Código de trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97)

Para o relator, deputado Mauro Lopes (MDB-MG), não se justifica continuar exigindo dos condutores com mais de 65 anos que enfrentem burocracia e desembolsem dinheiro a cada três anos para renovar os referidos exames. “ Um grande contingente de pessoas chega aos 65 anos absolutamente saudáveis. São ativas e levam uma vida independe”, disse.

Tramitação

A proposta tem caráter concluído e ainda será analisada pela comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

INTEGRA DA PROPOSTA: PL-8216/2017

FONTE: Agência da Câmera

ENFRENTE OS VILÕES DA QUILOMETRAGEM NO SEU PNEU DE CARGA

Após o combustível, os pneus representam o segundo maior custo operacional, seja de uma frota ou de um motorista autônomo. Esse dado dimensiona a importância na hora de cuidas dos pneus, que são encarados com um importante investimento capaz de garantir um retorno efetivo.

Para que eles entreguem o máximo possível de quilometragem alguns vilões devem ser combatidos sem hesitação. Rafael Astolfi, gente de assistência técnica da continental pneus, apresenta sete inimigos e explica com cuidados simples podem ser decisivos na batalha por uma maior vida útil do seu pneu:

Alinhamento incorreto: pode ser obvio, mas muitos esquecem que quando a geometria do veiculo apresenta irregularidades esse pode ser um fator gerador de desgaste adicional o que compromete o tempo de uso do pneu;

Balanceamento incorreto: Outro vilão subestimado. O desequilíbrio no balanceamento das rodas tanto estático como dinâmico, tem potencial para roubar a quilometragem originalmente prevista para o seu pneu;

Pressão incorreta: Pressão baixa ou acima da recomendada pelo fabricante [e prejuízo da na certa, afetando drasticamente não só na vida útil, mas contribuindo significativamente para um maior consumo de combustível;

Desenho impróprio da banda de rodagem: é muito importante na hora de escolha do pneu para o seu caminhão ou ônibus optar pelo modelo mais adequado. Por exemplo: em trechos em que há paradas frequentes, coberturas de longa distâncias, ou aplicação m solo de alta severidade, a maneira de garantir performance e vida útil elevada é escolher o desenho especifico para cada aplicação;

Erro no emparelhamento: Ema lembrança que não custa nada ter em mente e que custa muito se for esquecida é não harmonizar os conjuntos de pneus montados em rodado simples ou duplo, que pode adicionar uma perda significativa na quilometragem final;

Folga no conjunto da suspensão: Outro vilão, este não tão silencioso…. um conjunto de suspensão com folga compromete a durabilidade dos pneus e também a segurança global do veículo. Cuidado;

Roda amassada ou trota: Atenção aqui. Não estamos falando de harmonia visual. Mas feio do que uma roda amassada ou trota é o risco que essa condição expõe o veículo, o motorista e a carga. Ninguém quer lidar com uma situação em que o pneu corre risco de explosão, com perda total da dirigibilidade e sério comprometimento com a segurança;

 

FONTE: CONTINENTAL

 

 

Presidente sanciona lei que define preço mínimo para o frete

Mais um marco para a classe dos caminhoneiros foi registrado nesta quinta-feira (9). O presidente Michel Temer sancionou a lei n º 13.703/2018 que institui o piso mínimo do transporte rodoviário de cargas.

Após anos de luta em busca da normatização de uma política para o transporte de cargas no País, a categoria comemora a conquista que alcançou graças à união e força dos profissionais autônomos.

A demanda ganhou visibilidade inédita após a mobilização realizada no final de maio. O impacto gerado no País com a paralisação dos caminhoneiros, ocasionou uma ampla discussão sobre as dificuldades enfrentadas pela categoria para se manter no mercado atual, sendo a principal delas, a inviabilidade de negociar valores dos fretes.

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) destaca que o transportador autônomo nunca teve a chance de negociar o preço do seu trabalho, uma vez que a negociação sempre possuiu um intermediário entre contratante e contratado. “Cerca de 99% dos fretes contam com a intermediação de uma embarcadora, ou seja, o caminhoneiro é contratado por ela para realizar o frete. Com o intuito de obter lucro, o frete é fechado em valor dentro ou superior ao adequado e repassado ao caminhoneiro em uma margem muito inferior no qual mal cobre os custos operacionais do transporte”, explica o presidente da CNTA, Diumar Bueno.

O presidente da entidade explica ainda, que para ter trabalho, o caminhoneiro se sujeitava ao que era imposto. Tal situação refletiu em danos consideráveis, como uma frota sucateada e desvalorização do profissional. “Era uma situação insustentável e totalmente injusta. A instituição de um preço mínimo veio garantir que o transportador autônomo receba ao menos o que desembolsou para trabalhar. O livre mercado continua, uma vez que cada profissional negociará sua margem de lucro com o contratante”, destaca.

LEI

A Medida Provisória que acarretou a lei, sofreu alterações durante o processo de análise e aprovação no legislativo, no entanto, para a CNTA as modificações não influenciaram na conquista. “Para a categoria o fator mais importante era o reconhecimento da necessidade de um piso mínimo”, enfatiza Diumar.

A Lei define que o embarcador deverá pagar um valor mínimo para o transportador com base em uma tabela que será elaborada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que terá como referência os custos operacionais do frete, a carga e o veículo utilizado. Os valores serão recalculados duas vezes por ano, em janeiro e julho, ou então quando houver oscilação de preço do óleo diesel em margem superior a 10%.

Além disso, é vedada a celebração de qualquer negociação abaixo dos valores mínimos e o descumprimento da medida sujeitará o infrator a indenizar o transportador em valor equivalente a duas vezes a diferença entre o valor pago e o que seria devido, cabendo à ANTT adotar medidas punitivas administrativas.

FONTE: CNTA

LITRO DO DIESEL FICOU EM R$ 3,54 NA MÉDIA NACIONAL, SEGUNDO LEVANTAMENTO DA TICKET LOG

Os motoristas pagaram em média R$ 3,54 pelo lito do diesel comum em junho, segundo o índice de preços Ticket Log (IPTL), que tem como base 18 mil postos credenciados em todo o país. A região Norte registrou os valores mais altos para o combustível: no Amapá, o litro chegou a R$ 4,25, o mais caro do Brasil, enquanto no acre o preço médio encontrado nas bombas foi de R$ 4,18.

O levantamento mostrou que, no Sul, os valores são bem diferentes. Em Santa Catarina , o preço médio do diesel foi de R$3,23, o mais baixo do IPTL, e, no Paraná, R$3,29. Em seguida, aparece a Região Sudeste, com destaque para São Paulo, onde o preço médio encontrado nos postos foi de R$ 3,28.

O diesel S-10 também pesou mais no bolso dos motoristas do Amapá, com o preço médio de R$ 4,39, antes R$ 362 da média nacional. O menor valor para o combustível foi cobrado em Santa Catarina, o consumidor final pagou em média R$3,32.

O IPTL um índice mensal de preços de combustíveis levantados com base nos abastecimentos realizados nos postos credenciados da Ticket Log, o que garante a atualização em tempo real da informação. A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com 25 anos de experiencia e se adapta as necessidades dos clientes, para simplificar os processos diários.

Veja a tabela final por estado (verde, menor valor; vermelho, maior valor):

FONTE: Divulgação

Arte na carroceria: filetagem fica cada vez mais rara

Conheça a técnica de ilustração típica de caminhões brasileiros que marcou a história do transporte rodoviário do país

Nas carrocerias de madeira de caminhões mais antigos, mais do que produtos, também viaja um tipo de arte, chamado filetagem. A técnica consiste em desenhos abstratos, compostos por traços finos e precisos, com cores vibrantes. Há quem diga que ela é utilizada para identificar melhor os veículos; outros defendem que as pinturas dão “vida” à carroceria.
Mas a técnica está ficando rara, já que as carrocerias de madeira vêm sendo substituídas por baús ou carrocerias de aço, mas faz parte da história do nosso transporte rodoviário de cargas, já que os desenhos são próprios de caminhões brasileiros.

Por que filetagem?

O nome filetagem é derivado dos próprios traçados do desenho, chamados de filetes. Geralmente, são feitos com uma carretilha, um tubo de tinta com um disco giratório na extremidade. Quando o disco gira, a tinta do reservatório é espalhada pela madeira, surgindo os traços. Mas a pintura também pode ser feita com um pincel simples.
De acordo com o artista plástico Marcius Tristão, que desenvolveu um trabalho de pesquisa sobre a filetagem, a origem da técnica é ibérica e foi inicialmente usada para a ornamentação de embarcações, de carroças e de charretes. “Pode-se dizer que a filetagem é importada, mas, como sofreu adaptações e alterações no Brasil, o que temos hoje é bem particular”, contou ele em entrevista à revista CNT Transporte Atual.

Há também quem afirme que os desenhos são a versão moderna das vinhetas, um tipo de ornamentação utilizada nos livros medievais que reproduzia o desenho dos ramos de vinhedos.

No Brasil, a filetagem está presente em todo o território. “O mesmo estilo de desenho viaja por todas as nossas rodovias. É como se fosse uma linguagem nacional dos caminhões. Nas várias regiões, não encontrei diferenças marcantes. Os desenhos são semelhantes e, às vezes, até se repetem.”

 

Será o fim da filetagem?

Com a substituição das carrocerias de madeira, a técnica pode estar com os dias contados. Mas essa forma de arte pode ser preservada em outros suportes. Com isso, a filetagem deixaria de ser simples ornamentação para se tornar arte plástica. Foi o que ocorreu na Argentina: a filetagem era usada na decoração de ônibus, mas foi proibida no governo Perón (1946-1952). Os filetadores, então, passaram a reproduzir seus desenhos em casas de tango e cafés. Hoje, a arte conhecida como fileteado portenho é consagrada na Argentina.

 

Fonte:
Livia Cerezoli
Agência CNT de Notícias

Conheça os caminhões mais vendidos no primeiro semestre de 2018

Mercedes-Benz e Volkswagen garantiram a liderança em dois segmentos cada

 

Além da retomada do crescimento das vendas de caminhões e ônibus em 2018 em relação ao ano anterior, alguns caminhões se destacaram em relação aos seus concorrentes nos segmentos de semi-leves, leves, médios, semipesados e pesados. Confira abaixo os caminhões mais emplacados de cada segmento no primeiro semestre de 2018.

 

Semi-leves: Mercedes-Benz Sprinter 415 

 

Segundo os dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a Mercedes-Benz Sprinter 415 liderou o primeiro semestre de 2018 com um total de 788 unidades emplacadas, garantindo a montadora alemã uma participação de 36,93% no mercado de semi-leves.

 

Leves: Mercedes-Benz Accelo 1016 

 

Já no segmento leve, os dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) também apontam a Mercedes-Benz como líder. Com um total de 847 emplacamentos no primeiro semestre de 20187, o Mercedes-Benz Accelo 1016 garantiu a montadora uma participação de 14,95%.

 

Médios: Volkswagen Delivery 11.180

 

No segmento de caminhões médios a liderança voltou a ser conquistada pela Volkswagen com o recém lançando Delivery 11.180. Segundo os dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) foram emplacadas 858 unidades do novo VW Delivery, garantindo a montadora uma participação de 32.66% no primeiro semestre de 2018.

 

Semipesados: Volkswagen 24.280

 

Já nos semipesados a liderança é incontestável há vários meses. O  Volkswagen Constellation 24.280 garantiu mais um semestre na liderança com 1.279 unidades emplacadas. Segundo a Fenabrave o número de emplacamentos garantiu a montadora uma participação de 16,84% no segmento.

 

Pesados: Scania R 440 

 

Líder incontestável à 16 meses no segmento de pesados, o Scania R 440 encerrou o primeiro semestre de 2018 com um total de 2.192 unidades emplacadas, segundo a Fenabrave. Com esse número a Scania garantiu uma participação de 15,32% no segmento.

 

FONTE: Blog Caminhões e Carretas

Garanta a segurança da sua carga

Seguros obrigatórios e facultativos cobrem danos diferentes

 

Quando se trata de seguro para cargas existe um obrigatório, o RCTR-C (Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Cargas), previsto na Resolução ANTT 4.799/ 2015. Este seguro cobre os prejuízos de acidentes nos quais o próprio transportador esteja envolvido, provocando perdas ou danos nas mercadorias ou bens. São casos de colisão e/ou capotagem, abalroamento, tombamento do veículo transportador, além de incêndio ou explosão. Ou seja, os danos causados à carga transportada com cobrança de frete, quando o transporte é feito em veículos automotores rodoviários autorizados pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), conforme a Copat (Coordenação de Seguros Patrimoniais, Habitacionais, de Automóveis e de Transportes) e a Susep (Superintendência de Seguros Privados).

 

O presidente da Comissão de Transportes da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Alexandre Leal, explica que se trata de um seguro de reembolso, já que os bens e as mercadorias são de propriedade de terceiros. Segundo a regra, o transportador é responsável por pagar ao proprietário o bem ou a mercadoria avariada, e também solicitar o reembolso do RCTR-C junto à seguradora que detém a apólice.

 

O seguro RCTR-C não cobre roubo, furto ou desaparecimento da carga. Para ter estas coberturas, o transportador deve contratar, facultativamente, o seguro RCF-DC (Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga), regulado pela Circular Susep 422/2011. Ele cobre basicamente a perda ou o dano dos bens e mercadorias quando transportados em função do risco de desaparecimento total ou parcial da carga junto com o veículo; apropriação indébita, estelionato; furto simples ou qualificado; extorsão simples ou sequestro. Neste caso, informa Leal, o transportador repõe o bem ou a mercadoria ao proprietário e solicita o reembolso para a seguradora.

O limite máximo de indenização, nos dois tipos de seguros, equivale ao valor da carga transportada por viagem do veículo. A Susep salienta que detalhes, como espécie de carga, quantidades, valor, destino, notas fiscais e datas devem ser informados antes da saída do veículo à seguradora. O procedimento é chamado de averbação. Geralmente, tanto o RCF-DC como o RCTR-C são contratados com vigência anual.

Para acessar os seguros, o infortúnio deve ser comunicado à seguradora, que envia seus representantes. Normalmente, quando fica claro que a responsabilidade é do transportador, a indenização é paga ao terceiro prejudicado, ou seja, ao dono da carga. Nesse caso, ocorrerá um acordo entre as partes, sem a necessidade de recorrer à Justiça, Contudo, caso não haja o acordo, a Justiça deve ser acionada.

A Fenseg explica que o preço do RCTR-C depende das regiões nas quais o transportador faz suas viagens. Portanto, não há como definir um custo médio. O preço do RCF-DC pode variar de acordo com trajeto, mercadoria ou bem, valor e risco.

Existe também o seguro de transportes que, na prática, também é obrigatório, mas para o dono da carga que for pessoa jurídica. Essa modalidade paga a indenização dos danos sofridos pela carga. No caso do sinistro ter sido causado pelo transportador, a seguradora responsável pelo transporte busca o ressarcimento junto à seguradora do RCTR-C e do RCF-DC. Em geral, este esquema funciona independentemente de haver acordo prévio entre as partes sobre as indenizações a serem pagas pelos seguros RCTR-C e RCF-DC, analisa a Copat.

Ford Trucks apresentará novo caminhão extrapesado em setembro

A Ford Trucks apresentará em setembro, durante 67° IAA Commercial Vehicles em Hannover, de 20 a 27 de setembro de 2018 um inédito modelo extrapesado, voltado para aplicações rodoviárias de longas distâncias.

Em desenvolvimento desde 2013, o inédito cavalo-mecânico chegará ao mercado europeu com objetivo de competir com os já consagrados modelos rodoviários DAF, MAN, Mercedes-Benz, Scania e Volvo. Para isso o novo extrapesado contará com um desing europeu moderno e arrojado, com destaque para uma grande imponente e detalhes que remetem ao mais recente modelo FH e totalmente diferente dos atuais modelos da linha cargo. Destaca-se ainda a presença de uma cabine de 2,5 m de largura com piso plano.

Além do desing inédito, o novo extrapesado Ford contará com uma nova versão do motro Ecotorq de 12,7 litros e 500 cavalos de potência. Segundo a montadora, a nova motorização é mais eficiente em termos de combustível do que as versões de 420cv e 480cv oferecidas no cargo.

Ainda segundo a Ford, nos 18 primeiros meses de comercialização, o modelo contará ainda com transmissões TraXon da ZF. Já em 2020, a Ford Trucks irá lançar a sua própria transmissão de 2 pedais. Precisamos ser competitivos e desenvolver nossa própria caixa de câmbio, isso nos dará uma vantagem de custo”, revelou Commercial Motor, Emrah Duman, diretor de mercados internacionais, enfatizou que o novo caminhão será um produto da Ford fabricado na Turquia, e não um caminhão truco. “Não haverá mais sete modelos, haverá oito. E temos ambições de entrar em todos os mercados em que eles estão presentes”, revelou.

A Ford Trucks encerrou 2017 com a presença de 29 países. Para 2018 a expectativa é de aumentar a presença para até 41 países, o que inclui a maior parte da Europa. Até 2020, quando estiver presente em 50 países, a marca espera que 50% de suas vendas estejam na Europa.

 

Texto: Lucas Duarte

Com informações: Commercial Motor

Blog Caminhões e Carretas

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